“A nossa classe nunca foi ao sindicato. É hora de mudar”. Esse é o pensamento da nova diretoria do Sitrefesp (Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Estado de São Paulo) que assumiu em 31 de agosto para gestão 2020/2023, nas palavras do seu vice-presidente, Marcos Baccatto (foto). O professor Emílio Miranda é o presidente e o técnico Sérgio Soares assume como primeiro-secretário.

As conquistas já são evidentes, com a vontade da nova gestão em fortalecer a classe com quem sempre sobreviveu dela. Desde a presidência de Mário Travaglini que não se tinha uma diretoria toda composta só por treinadores de futebol.

“Além de conhecer os problemas, conseguimos atuar com cada um deles mais de perto”.

Boccatto sabe da importância de trazer o associado pra dentro do sindicato e de que maneira será feito.

“Primeiro de tudo: você não entra numa loja que não te encha os olhos. Só vai naquilo que te dá prazer, retorno. O Sindicato tem que dar alguma coisa de volta para o treinador, garantias, advogado e um convênio médico. Ele precisa ter alguma vantagem para se associar”.

Pra que isso aconteça, os três pilares de sustentação da gestão já estão formados: “Aposentadoria, saúde e as questões jurídicas. Já temos conosco uma equipe de advogados, das áreas trabalhista e previdenciária. Vamos soltar uma cartilha para que as pessoas entendam seus direitos e respeitem suas necessidades.”

Os temas são importantes pra que esse treinador exerça sua função com tranquilidade e enxergue o futuro com clareza.

“Muita atenção às condições de trabalho, treinador muitas vezes não tem quem o oriente. Eu mesmo trabalhei em clubes onde meu INSS não era recolhido e quando fui me aposentar, não podia ser contado aquele período de trabalho” – lembra o vice-presidente, que ainda destaca:

“Quantos treinadores têm a minha idade no estado de São Paulo que poderiam se aposentar? Queremos cuidar dessas pessoas”.

A ideia do convênio médico e da preocupação com a aposentadoria partiu do técnico Sérgio Soares e veio de encontro ao que Boccatto e toda diretoria pensa sobre o princípio básico para iniciar os trabalhos.

“O Tabárez (Oscar, treinador da seleção uruguaia) trabalha na cadeira de roda e continua. Mas o técnico menos favorecido que tem uma doença degenerativa, ele perde o emprego e não tem quem cuide dele”.

A aposentadoria também é tema de relevância. Sabe-se que a maioria chega à terceira idade sem respaldo nenhum e se aposenta apenas por idade, tendo seus direitos de tempo de serviço violados.

“Quando eu mesmo estava ativo, ganhava em dólar, nunca pensei que precisaria da aposentadoria” – conta Boccatto, que tira da sua própria experiência motivos para lutar pela classe.

“É preciso ter confiança no sindicato”.

Imagem: Marcos Boccatto – crédito: Intervalodejogo.com

Compartilhe
WhatsApp Chat
Enviar

LOCALIZAÇÃO

Rua Solimões, 456 – Barra Funda
São Paulo – 01138-020

ATENDIMENTO

sitrefesp@sitrefesp.org

11 3392-5200 / 3392-5015
11 98432-4738