“Osvaldo Brandão dizia, quando a gente era só uma associação, lá em 1982, que só ficaria feliz quando nossa classe tivesse força sindical. Precisamos nos conscientizar dessa força”.

O vice-presidente do Sitrefesp (Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Estado de São Paulo), Marcos Boccatto (foto), acredita que a nova diretoria pode fazer isso em memória de Brandão e pelos treinadores espalhados por todo o Estado.

“O importante é chamar atenção pra defender a minha classe. Nunca pensamos como coletivo, como classe. Claro que precisamos ter os treinadores mais conhecidos, cascudos, juntos de nós. Mas não só eles. A gente precisa é ter a maioria” – explica Boccatto, respeitando a representatividade dos grandes nomes do futebol brasileiro.

O raciocínio parte do princípio de que São Paulo tem em torno de 600 municípios, com escolinhas das prefeituras, campeonatos amadores. Treinadores que tiram o sustento daí. “Então temos que considerá-lo porque ele paga as suas contas desse dinheiro que vem do futebol”.

Para alcançar esses profissionais, o Sindicato fará um levantamento para mapear o número de técnicos espalhados pelo Estado. “Por enquanto, sabe-se que gira em torno de 3 a 4 mil treinadores e, filiados, hoje, não passam de 200”. A aproximação será feita como células, por regiões. “Vamos iniciar um trabalho com workshop em Ribeirão Preto, Bauru, para levar o sindicato para essas regiões e pro conhecimento de todos. A pessoa não tem como sair da sua cidade, pagar passagem e vir a um encontro em São Paulo”.

O Sitrefesp esbarra em um problema com a legislação, já que a lei determina que o presidente do sindicato esteja empregado, o clube pague seu salário enquanto ele se afasta do trabalho e presta serviço à sua classe. “Quem vai bancar o salário de um treinador?”, questiona.

Quando esteve no Japão, em 1988, Boccatto não entendia porque seu tratamento era diferenciado dos outros treinadores naquele país, “Numa reunião me disseram que era porque eu era sindicalista e o respeito é grande. Pensei: preciso ter o mesmo respeito no Brasil”.

A importância da representatividade e do sindicalismo é maior do que se pode imaginar. Boccatto lembra que, toda vez que vai a Brasília, é cobrado por isso. “Cada vez que vamos até lá discutir a Lei Caio Júnior nos perguntam qual sindicato nos apoia. Daí a importância de se ver representado”.

Imagem crédito: Get Images/Ferj

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