O técnico do São Paulo, Fernando Diniz – Foto: Rubens Chiri/SPFC

Contestado por muitos, visto sob desconfiança por torcedores de muitos clubes e sem um grande título em uma equipe de expressão no futebol brasileiro. Fernando Diniz, técnico do São Paulo desde setembro do ano passado, resiste há 15 meses no cargo. Aliás, ‘resiste’ já não é mais a palavra certa. Poderia ser até há alguns meses atrás, quando o Tricolor foi eliminado pelo Mirassol nas quartas de final do Campeonato Paulista e depois quando caiu ainda na primeira fase da Copa Libertadores, perdendo até para o inexpressivo Binacional do Peru. Agora, porém, está na briga pelo título do Brasileirão e da Copa do Brasil.

Fã do técnico espanhol Pep Guardiola, hoje no Manchester City e multicampeão no Barcelona, Diniz também cobra de seus jogadores o futebol bonito, com muito toque de bola e nada de ‘chutões’. Em 2016, no Audax Osasco, eliminou São Paulo e Corinthians, chegou às finais e foi vice-campeão contra o Santos.

Alguns anos antes, em 2011, esteve próximo de treinar o São José, que na época estava na Série A-2 do Campeonato Paulista. Naquele momento, Diniz era visto como um técnico promissor do futebol do interior. E chegou a ter uma breve passagem pelo Guaratinguetá em 2014, quando o time da região já vivia um período de decadência.

Entre os times de maior peso, passou pelo Paraná Clube em 2015 e, em 2018, esteve no Athletico Paranaense, quando foi demitido sem conseguir resultados expressivos. Em 2019, teve a primeira oportunidade em um dos 12 ‘grandes’ do país, o Fluminense, onde também não teve bons resultados. Foi demitido durante o Brasileirão, com o clube na zona de rebaixamento.

Um mês depois, porém, para a surpresa de muitos, foi anunciado como técnico do São Paulo. Ao menos, até o final da temporada.

PRESSÃO.

No Tricolor, ele estreou contra o então líder Flamengo, ‘bicho-papão’ do campeonato, no Maracanã. E segurou um empate por 0 a 0. Diniz pegou o Tricolor em sexto lugar, com 28 pontos, na 21ª rodada. Entre altos e baixos, conseguiu 35 pontos nas 14 rodadas finais, manteve o clube na sexta posição e ainda garantiu a vaga na Copa Libertadores deste ano.

Porém, em 2020, apesar da boa campanha na primeira fase do Paulistão, o Tricolor foi eliminado nas quartas de final do Campeonato Paulista (após a paralisação por causa da pandemia), a pressão aumentou muito e ficou quase insustentável quando o São Paulo foi eliminado precocemente na primeira fase da Libertadores. O semblante tenso do treinador era visível na beira do campo e nas entrevistas coletivas.

A diretoria, porém, manteve Diniz no cargo. E, aos poucos, o Tricolor foi se acertando. Na Copa do Brasil, torneio no qual nunca foi campeão, já está na semifinal, que disputará este mês contra o Grêmio.

E no Campeonato Brasileiro deste ano, depois de um começo com algum sofrimento, perdeu para o Atlético Mineiro por 3 a 0 na sétima rodada e, depois disso, não perdeu mais. Engatou uma sequência de vitórias e empates (sem contar o jogo contra o Goiás nesta última quinta-feira) e subiu na tabela.

Nestas últimas rodadas, o Tricolor entrou definitivamente na briga pelo título, com Fernando Diniz sem perder a sua proposta de jogo – com muita posse de bola e nada de ‘chutões’ – colou nos líderes e já está na briga com Atlético, Flamengo, Palmeiras, Internacional, Santos e Grêmio na parte de cima da tabela.

E o sempre tão contestado Diniz chega ao final de 2020 com o seu time brigando pelo título de duas competições importantes: Brasileirão e Copa do Brasil.

Fonte: OVALE

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